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Eflúvio telógeno: a queda que aparece meses depois do estresse

A queda intensa que surge meses depois de febre, cirurgia, dieta ou estresse tem nome: eflúvio telógeno. Veja por que acontece e como investigar a causa.

BS Medicina Capilar30 de outubro de 20264 min de leitura
Eflúvio telógeno: a queda que aparece meses depois do estresse

Muita gente se assusta ao perceber que o cabelo começou a cair em grande quantidade de uma hora para outra, sem nenhuma mudança aparente na rotina. Em vários desses casos, o motivo não está no presente, e sim em algo que aconteceu alguns meses antes: uma febre alta, uma cirurgia, um período de muito estresse ou uma dieta muito restritiva. Esse quadro tem nome: eflúvio telógeno.

Entender como ele funciona ajuda a diminuir a angústia e, principalmente, a investigar o que de fato desencadeou a queda.

O que é o eflúvio telógeno

O cabelo cresce em ciclos. Na maior parte do tempo, os fios estão na fase de crescimento, chamada anágena. Depois passam por uma fase curta de transição e chegam à fase telógena, que é a de repouso. Ao final do repouso, o fio cai e um novo começa a nascer no mesmo lugar.

No eflúvio telógeno, um evento que sobrecarrega o organismo faz com que muitos fios saiam da fase de crescimento ao mesmo tempo e entrem em repouso de forma antecipada. Como a fase de repouso dura alguns meses, a queda só aparece depois, geralmente entre dois e quatro meses após o gatilho. É por isso que a pessoa raramente faz a ligação entre os dois acontecimentos.

Gatilhos mais comuns

  • Febre alta e infecções, incluindo quadros virais mais intensos.
  • Cirurgias, internações e acidentes.
  • Parto, que provoca um tipo de queda bem conhecido no pós-parto.
  • Perda de peso rápida e dietas muito restritivas ou com pouca proteína.
  • Deficiências nutricionais, como a falta de ferro.
  • Alterações da tireoide.
  • Início, troca ou suspensão de alguns medicamentos, incluindo anticoncepcionais hormonais.
  • Estresse emocional intenso, como luto, separação ou sobrecarga no trabalho.

Às vezes há mais de um fator ao mesmo tempo, e em alguns casos nenhum gatilho evidente é encontrado. Por isso a conversa detalhada na consulta é tão importante.

Como ele se manifesta

O eflúvio telógeno costuma causar uma queda difusa, ou seja, espalhada por todo o couro cabeludo, e não em falhas localizadas. Os fios caem com a raiz, que aparece como uma pequena bolinha clara na ponta. A pessoa percebe muito cabelo no banho, na escova e no travesseiro, e o volume pode diminuir, principalmente na região das têmporas.

Agudo ou crônico

Na forma aguda, a queda tende a diminuir de forma espontânea em alguns meses, depois que o gatilho é resolvido. Quando ela se prolonga por mais de seis meses, fala-se em eflúvio telógeno crônico, que pede uma investigação mais cuidadosa, porque pode haver um fator ainda ativo ou outra condição associada.

Um ponto importante: em algumas pessoas, o eflúvio telógeno acontece junto com a alopecia androgenética, que é o afinamento progressivo dos fios de origem genética e hormonal. A queda intensa pode até revelar essa condição, que até então passava despercebida.

Como é feita a investigação

O diagnóstico começa pela história: o que aconteceu nos meses anteriores ao início da queda, quais medicamentos foram usados, como está a alimentação. No exame, pode ser feito o teste de tração, em que uma pequena mecha é puxada com delicadeza para avaliar quantos fios se soltam.

A tricoscopia, exame que amplia a imagem dos fios e do couro cabeludo, ajuda a diferenciar o eflúvio de outras causas de queda, como a alopecia androgenética e a alopecia areata. Exames de sangue podem ser solicitados para avaliar ferro, tireoide, vitaminas e outros fatores, conforme cada caso.

O que esperar do tratamento

O passo principal é identificar e corrigir o gatilho, quando ele ainda está presente: tratar uma deficiência, ajustar a alimentação, rever um medicamento junto ao médico que o prescreveu. Em alguns casos, podem ser indicados tratamentos para estimular o crescimento dos fios, sempre após avaliação individual.

Também é importante ter paciência. Os fios novos começam a nascer ainda durante a fase de queda, e muitas pessoas percebem pequenos fios curtos na linha da testa. Como o cabelo cresce devagar, a recuperação do volume leva meses. Suplementos por conta própria não aceleram esse processo e podem até confundir a investigação.

Quando procurar uma avaliação

Vale procurar uma avaliação se a queda está intensa, se dura mais de alguns meses, se você não consegue identificar o que pode tê-la provocado ou se, além da queda, percebe o cabelo mais fino ou falhas no couro cabeludo. Investigar cedo evita que uma deficiência ou outra condição passe despercebida.

Se você está passando por isso, agende sua avaliação capilar na BS Medicina Capilar, em Ribeira do Pombal, pelo WhatsApp da clínica.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta: o diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.