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Ferro, vitamina D e B12: o que os nutrientes têm a ver com a queda

Ferro baixo, falta de vitamina D ou de B12 podem estar por trás da queda de cabelo. Entenda a relação e por que o exame vem antes do suplemento.

BS Medicina Capilar30 de outubro de 20264 min de leitura
Ferro, vitamina D e B12: o que os nutrientes têm a ver com a queda

Quando o cabelo começa a cair mais do que o normal, uma das primeiras perguntas que aparecem é: "será que estou com falta de alguma vitamina?". A dúvida faz sentido. O folículo piloso, a pequena estrutura da pele de onde nasce cada fio, é uma das áreas de multiplicação celular mais intensa do corpo, e por isso sente rapidamente quando faltam matérias-primas.

Mas existe um caminho certo para responder essa pergunta, e ele não passa pela prateleira da farmácia. Passa pela investigação. Aqui na BS, a gente repete sempre: tratar queda sem definir a causa é tratar no achismo. Com nutrientes, essa regra vale ainda mais.

Ferro: a reserva que mais pesa

O ferro é essencial para levar oxigênio às células e participa de várias etapas da produção do fio. Quando os estoques do corpo ficam baixos, o organismo prioriza órgãos vitais, e o cabelo acaba ficando em segundo plano.

Um ponto importante: é possível ter falta de ferro sem ter anemia. Por isso, na investigação da queda, costuma-se olhar a ferritina, que é a proteína que indica o tamanho da reserva de ferro do corpo, e não apenas o hemograma.

Algumas situações aumentam o risco de ferritina baixa:

  • Menstruação intensa ou prolongada
  • Gestação e pós-parto
  • Dietas com pouca carne e sem orientação adequada
  • Doação de sangue frequente
  • Problemas que dificultam a absorção, como algumas doenças do estômago e do intestino

A falta de ferro costuma estar ligada ao eflúvio telogênico, um tipo de queda difusa, espalhada pela cabeça, em que muitos fios entram ao mesmo tempo na fase de repouso e caem semanas depois.

Vitamina D: uma relação ainda em estudo

A vitamina D funciona quase como um hormônio no corpo e tem receptores no folículo piloso. Níveis baixos já foram observados em pessoas com diferentes tipos de queda, como a alopecia areata (queda em placas, de origem autoimune) e o eflúvio telogênico.

Ainda assim, a ciência não fechou essa conta. Não está claro se a vitamina D baixa causa a queda ou se apenas aparece junto com ela. Por isso, corrigir uma deficiência confirmada faz parte do cuidado com a saúde, mas não deve ser vista como tratamento isolado para o cabelo.

Vale lembrar que vitamina D em excesso também faz mal. Tomar por conta própria, em quantidades altas e sem acompanhamento, pode elevar o cálcio no sangue e trazer problemas sérios.

Vitamina B12: atenção a quem está em risco

A vitamina B12 participa da formação das células do sangue e do funcionamento dos nervos. A deficiência pode causar cansaço, formigamento, alterações de memória e anemia, e também pode contribuir para a queda de cabelo.

Os grupos que mais merecem atenção são:

  • Pessoas vegetarianas e, principalmente, veganas, já que a B12 vem quase só de alimentos de origem animal
  • Idosos
  • Quem usa por longo tempo alguns medicamentos, como metformina e remédios para reduzir a acidez do estômago
  • Quem passou por cirurgia bariátrica ou tem gastrite crônica

Por que não sair tomando suplemento

É tentador comprar um polivitamínico e esperar o resultado. O problema é que isso pode atrapalhar mais do que ajudar:

  1. Você pode estar repondo o que não falta e deixando de lado a causa real da queda.
  2. Alguns nutrientes em excesso também provocam queda ou outros efeitos indesejados.
  3. Certos suplementos interferem em exames de sangue e confundem a investigação.
  4. Uma deficiência pode ser sinal de outro problema de saúde que precisa ser investigado, como um sangramento ou uma doença que atrapalha a absorção.

Além disso, nutriente baixo raramente é a história completa. Muitas vezes ele convive com outras causas, como alopecia androgenética, alterações de tireoide ou estresse, e cada uma pede uma abordagem diferente.

Quando procurar uma avaliação

Vale buscar ajuda se a queda dura mais de alguns meses, se você percebe o cabelo mais ralo, se tem algum dos fatores de risco citados acima ou se já tentou suplementos sem perceber diferença.

Na avaliação capilar, a conversa sobre sua rotina, alimentação, ciclo menstrual, medicamentos e histórico de saúde vem junto com o exame do couro cabeludo por tricoscopia, um exame feito com aparelho de aumento que amplia a imagem dos fios e da pele. Quando faz sentido, são pedidos exames de sangue direcionados. Assim, a reposição, se for necessária, é feita na quantidade e pelo tempo adequados para o seu caso.

Se você quer entender o que está por trás da sua queda, agende uma avaliação capilar na BS Medicina Capilar, em Ribeira do Pombal, pelo WhatsApp da clínica.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta: o diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.