Intradermoterapia capilar: o que é e quando é indicada
A intradermoterapia leva ativos direto ao couro cabeludo por microinjeções. Veja como ela funciona, quando pode ser indicada e quais cuidados exige.
A intradermoterapia capilar, também chamada de mesoterapia capilar, é um procedimento em que pequenas quantidades de substâncias são aplicadas diretamente no couro cabeludo, por meio de microinjeções. A proposta é levar o ativo para perto do folículo, a estrutura da pele onde o fio nasce e cresce.
É um recurso que aparece com frequência nas redes sociais, às vezes apresentado como se servisse para qualquer tipo de queda. Não é bem assim. Como qualquer tratamento capilar, ele depende de um diagnóstico prévio para ser bem indicado.
Como funciona o procedimento
O nome vem de "intra", dentro, e "derme", a camada da pele logo abaixo da superfície. As aplicações são feitas com agulhas muito finas, em vários pontos das áreas afetadas, de forma superficial. A quantidade de produto em cada ponto é pequena.
A vantagem teórica é a ação local: o ativo é depositado na região que precisa de tratamento, sem depender da absorção pela pele intacta, como acontece com loções, nem de passar pelo organismo inteiro, como acontece com comprimidos. Isso pode ser útil em pessoas que não toleram bem outras formas de tratamento ou que precisam de um reforço no plano terapêutico.
Quais substâncias podem ser usadas
Não existe uma "fórmula da intradermoterapia". A escolha do que será aplicado depende do diagnóstico, do histórico e das características de cada paciente. De forma educativa, alguns exemplos de classes usadas em protocolos de consultório são:
- Medicamentos que atuam na alopecia androgenética, como o minoxidil, que estimula o crescimento dos fios, e a dutasterida, que reduz a ação do hormônio ligado à calvície de padrão hereditário.
- Vitaminas e complexos nutritivos, que participam do metabolismo do folículo.
- Fatores de crescimento e peptídeos, que atuam na sinalização entre as células.
Cada uma dessas substâncias tem indicações, contraindicações e cuidados próprios. A dutasterida, por exemplo, exige atenção especial em mulheres que podem engravidar. Por isso a escolha, a concentração e a frequência são decisões médicas, feitas caso a caso.
Uma diferença importante
A infiltração com corticoide na alopecia areata, doença autoimune que causa falhas arredondadas no cabelo, também é feita com injeções no couro cabeludo, mas é um procedimento diferente, com outro objetivo: controlar a inflamação local. Às vezes os dois termos se confundem, e vale esclarecer na consulta.
Quando pode ser indicada
A intradermoterapia costuma ser considerada principalmente como parte do tratamento da alopecia androgenética, em homens e mulheres, em geral associada a outras medidas. Também pode ter espaço em alguns casos de queda difusa persistente, depois que causas como deficiências nutricionais e alterações hormonais foram investigadas e tratadas.
Ela tende a não ser a escolha quando:
- A queda tem uma causa clínica ainda não corrigida, como anemia ou problema de tireoide.
- Existe infecção, ferida ou inflamação ativa no couro cabeludo.
- Há alergia conhecida a algum componente da formulação.
- A pessoa está grávida ou amamentando, a depender do ativo.
- Existem alterações de coagulação ou outras condições que aumentam o risco do procedimento.
Como é a sessão e o que esperar
Antes da aplicação, o couro cabeludo é higienizado, e técnicas para reduzir o desconforto podem ser usadas. A sensação é de pequenas picadas, e a tolerância varia de pessoa para pessoa. A sessão costuma ser rápida.
Depois, pode haver vermelhidão, sensibilidade, pequenos pontos de sangramento ou hematomas leves, que tendem a desaparecer em poucos dias. Mais raramente podem ocorrer reações ao produto ou infecção, motivo pelo qual o procedimento deve ser feito em ambiente adequado, com técnica estéril e por profissional habilitado.
O número de sessões e o intervalo entre elas são definidos no plano de tratamento. Como o cabelo cresce devagar, a resposta é acompanhada ao longo de meses, de preferência com fotos e tricoscopia, um exame com lupa digital que permite comparar a espessura e a densidade dos fios ao longo do tempo.
A intradermoterapia é uma ferramenta, não um tratamento completo por si só.
Quando procurar uma avaliação
Se você está notando mais queda, fios mais finos ou falhas, o primeiro passo não é escolher o procedimento, e sim descobrir a causa. É a avaliação que mostra se a intradermoterapia faz sentido para você, com quais ativos e combinada a quais outros cuidados.
Para investigar a sua queda e montar um plano individualizado, agende uma avaliação capilar na BS Medicina Capilar, em Ribeira do Pombal, pelo WhatsApp da clínica.
Conteúdo informativo. Não substitui consulta: o diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.