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Laser de baixa potência para o cabelo: o que se sabe

Capacetes, bonés e aparelhos de luz para o cabelo estão em alta. Veja o que se sabe sobre o laser de baixa potência, para quem pode ajudar e seus limites.

BS Medicina Capilar30 de outubro de 20264 min de leitura
Laser de baixa potência para o cabelo: o que se sabe

Capacetes de luz vermelha, bonés com LEDs, pentes que prometem estimular o crescimento dos fios. Os aparelhos de laser de baixa potência para o cabelo se popularizaram, e a dúvida que chega aqui na BS é quase sempre a mesma: isso funciona mesmo?

A resposta honesta é que existe base científica para o uso em algumas situações, mas com limites claros. Entender o que essa tecnologia faz, e o que ela não faz, ajuda a evitar frustração e gastos sem propósito.

O que é o laser de baixa potência

O laser de baixa potência, também chamado de fotobiomodulação ou pela sigla em inglês LLLT, usa luz em comprimentos de onda específicos, geralmente na faixa do vermelho e do infravermelho próximo. Ao contrário dos lasers usados em cirurgias ou na remoção de pelos, ele não corta, não queima e não aquece a pele de forma significativa.

Alguns aparelhos usam laser propriamente dito, outros usam LED. Os dois emitem luz, mas com características físicas diferentes, e nem todo equipamento vendido como "laser" entrega a mesma energia.

Como a luz age no folículo

A explicação mais aceita é que essa luz é absorvida por estruturas dentro das células do folículo, especialmente as mitocôndrias, que funcionam como as usinas de energia da célula. Com mais energia disponível, o folículo tenderia a permanecer mais tempo na fase de crescimento do fio, chamada fase anágena, e a produzir fios um pouco mais grossos.

Também se fala em melhora da circulação local e em redução de processos inflamatórios no couro cabeludo. São mecanismos ainda estudados, mas que ajudam a entender por que a luz pode ter algum efeito.

Para quem pode ajudar

O uso mais estudado é na alopecia androgenética, a calvície de padrão hereditário, em homens e mulheres. Nela, os fios vão afinando progressivamente, num processo chamado miniaturização. A fotobiomodulação costuma ser considerada como coadjuvante, ou seja, um complemento ao tratamento clínico, e não um substituto dele.

Alguns pontos importantes sobre o que se sabe até aqui:

  • A resposta varia bastante de pessoa para pessoa. Há quem perceba melhora na espessura dos fios e há quem note pouca diferença.
  • O efeito depende de uso regular e contínuo. Ao parar, a tendência é que o benefício se perca com o tempo.
  • A luz atua sobre folículos que ainda existem, mesmo que enfraquecidos. Em áreas totalmente lisas e brilhantes, onde os folículos já foram perdidos, não há o que estimular.
  • Em quedas com outras causas, como deficiência de ferro, alteração de tireoide ou efeito de medicamentos, tratar a causa vem antes de qualquer aparelho.

Aparelhos de uso em casa e de consultório

Existem equipamentos usados em consultório e versões para uso domiciliar, como capacetes, bonés e pentes. Os de uso em casa oferecem praticidade, mas exigem disciplina, já que precisam ser usados com frequência por meses. Antes de comprar qualquer aparelho, vale observar:

  • Se o produto tem registro na Anvisa e informações técnicas claras.
  • Se a promessa feita na propaganda é realista. Desconfie de anúncios que falam em resultado rápido ou certo.
  • Se o seu tipo de queda realmente pode se beneficiar da tecnologia, o que só uma avaliação define.

Segurança

De modo geral, o laser de baixa potência é bem tolerado. Alguns cuidados ainda assim são necessários: proteger os olhos da exposição direta à luz, ter atenção em quem usa medicamentos que aumentam a sensibilidade à luz e evitar o uso sobre lesões no couro cabeludo sem orientação. Algumas pessoas relatam leve coceira ou sensação de calor, geralmente passageiras.

A luz pode somar ao tratamento, mas não substitui o diagnóstico.

Quando procurar uma avaliação

Se você está pensando em investir num aparelho de laser para o cabelo, o passo anterior é entender o que está causando a sua queda. Na avaliação, a tricoscopia, exame que amplia o couro cabeludo e os fios com uma lupa digital, mostra se há miniaturização, inflamação ou sinais de outros tipos de alopecia. Com isso, é possível saber se a fotobiomodulação tem lugar no seu plano e como ela se encaixa com as outras medidas.

Para descobrir a causa da sua queda e conhecer as opções indicadas para o seu caso, agende uma avaliação capilar na BS Medicina Capilar, em Ribeira do Pombal, pelo WhatsApp da clínica.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta: o diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.