7 mitos sobre queda de cabelo
Lavar todo dia faz cair? Boné causa calvície? Cortar fortalece a raiz? Conheça 7 mitos comuns sobre queda de cabelo e o que se sabe de verdade.
Poucos assuntos têm tantas dicas passadas de geração em geração quanto a queda de cabelo. Algumas são inofensivas. Outras fazem a pessoa se culpar por hábitos que não têm nada a ver com o problema, ou adiar a busca por ajuda enquanto a queda avança.
Reunimos aqui sete mitos que aparecem com frequência nas consultas e explicamos o que se sabe sobre cada um.
Mitos sobre hábitos do dia a dia
Mito 1: lavar o cabelo todo dia faz cair mais
Lavar não arranca fios saudáveis. O que acontece é que os fios que já estavam soltos, prontos para cair, saem durante a lavagem. Quem lava menos vezes tende a ver mais cabelo no ralo de uma vez, o que assusta, mas não significa queda maior. A frequência ideal depende do tipo de couro cabeludo e da rotina de cada pessoa.
Mito 2: usar boné ou chapéu causa calvície
Boné não estrangula a raiz nem impede o cabelo de respirar, até porque o fio recebe oxigênio e nutrientes pelo sangue, e não pelo ar. O que merece atenção é usar boné muito apertado o tempo todo, ou sujo e úmido, o que pode irritar o couro cabeludo. Mas a calvície tem outras origens.
Mito 3: cortar o cabelo faz crescer mais rápido e fortalece a raiz
O corte age apenas no comprimento, que é uma parte sem atividade biológica. A velocidade de crescimento e a saúde da raiz são definidas no folículo, embaixo da pele. Cortar remove pontas duplas e melhora a aparência, mas não muda o ritmo de crescimento nem diminui a queda.
Mitos sobre a origem da queda
Mito 4: calvície vem só do lado da mãe
A alopecia androgenética, nome médico da calvície de padrão hereditário, envolve vários genes, que podem vir tanto do pai quanto da mãe. Olhar só para o avô materno ajuda pouco a prever o que vai acontecer. O histórico da família inteira importa.
Mito 5: queda de cabelo é coisa de homem
Mulheres também têm queda, e por diversos motivos: alopecia androgenética de padrão feminino, que costuma afinar o topo da cabeça mantendo a linha da testa; eflúvio telogênico, uma queda difusa que aparece semanas depois de parto, dietas ou doenças; alterações hormonais e de tireoide; deficiências nutricionais. Muitas mulheres demoram a procurar ajuda por acharem que o problema não é com elas, e isso atrasa o diagnóstico.
Mito 6: prender o cabelo não tem problema nenhum
Penteados que puxam a raiz por muito tempo, como rabos de cavalo apertados, tranças muito justas, apliques pesados e alongamentos, podem causar a alopecia por tração. No começo, ela costuma ser reversível ao aliviar a tensão, mas, se a tração continua por anos, pode deixar falhas permanentes. Variar o penteado e evitar puxar demais faz diferença.
Mito sobre o que fazer
Mito 7: não adianta tratar, calvície é genética
Ter predisposição genética não significa que nada pode ser feito. Existem tratamentos com indicação médica que podem ajudar a controlar a progressão da queda e, em parte dos casos, a recuperar alguma densidade dos fios. A resposta varia de pessoa para pessoa e depende do diagnóstico correto e do momento em que o cuidado começa: folículos que ainda estão ativos respondem de forma diferente daqueles que já pararam de produzir fios.
Em alguns casos, o transplante capilar pode ser considerado, sempre após um planejamento que avalia a área doadora, a progressão da queda e as expectativas do paciente.
Antes de escolher o tratamento, é preciso saber o que está causando a queda.
Quando procurar uma avaliação
Se você notou mais fios no travesseiro, no pente ou no banho por mais de algumas semanas, se a risca está mais larga, se as entradas aumentaram ou se surgiram falhas, vale investigar. Quanto antes a causa é identificada, mais opções costumam existir.
Na avaliação capilar, conversamos sobre seu histórico e o da sua família, examinamos o couro cabeludo com tricoscopia, que amplia a imagem dos fios e da pele com um aparelho de aumento, e, se necessário, pedimos exames.
Para trocar os mitos por informação sobre o seu caso, agende uma avaliação capilar na BS Medicina Capilar, em Ribeira do Pombal, pelo WhatsApp da clínica.
Conteúdo informativo. Não substitui consulta: o diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.