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Queda ou quebra? Química, chapinha e a saúde dos fios

Nem todo fio no ralo é queda. Aprenda a diferenciar queda de quebra e entenda como química, calor e penteados presos afetam a estrutura do cabelo.

BS Medicina Capilar30 de outubro de 20264 min de leitura
Queda ou quebra? Química, chapinha e a saúde dos fios

Muita gente chega à consulta dizendo que o cabelo está caindo muito, e na avaliação descobre que boa parte do problema é outra: o fio está quebrando. As duas situações deixam cabelo na escova, no travesseiro e no ralo, mas têm causas diferentes e pedem cuidados diferentes.

Saber distinguir uma da outra é o primeiro passo para não tratar o problema errado. E, em muitos casos, as duas acontecem ao mesmo tempo.

Qual é a diferença

Na queda, o fio sai inteiro, desde a raiz. Ele se desprende do folículo, a estrutura dentro da pele onde o cabelo nasce. A queda está ligada ao ciclo de vida do fio e pode aumentar por fatores internos, como alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças, estresse ou alopecias.

Na quebra, o fio se parte ao longo do comprimento, e a raiz continua no lugar. O problema está na haste, a parte visível do cabelo, que ficou frágil por agressões externas.

Um teste simples para observar em casa

Pegue alguns fios que saíram na escova e observe:

  • Fio de queda: costuma ser longo, do tamanho do seu cabelo, e tem numa das pontas uma pequena bolinha esbranquiçada, que é o bulbo.
  • Fio de quebra: costuma ser mais curto, de tamanhos variados, sem o bulbo, muitas vezes com a ponta partida, áspera ou aberta.

Esse teste dá uma pista, mas não fecha o diagnóstico. Na avaliação, a tricoscopia, exame feito com uma lupa digital, mostra com detalhe tanto o couro cabeludo quanto a haste, e ajuda a identificar sinais de fragilidade, pontos de ruptura e também alterações que indicam queda verdadeira.

Como a química e o calor enfraquecem o fio

O fio tem uma camada externa chamada cutícula, formada por pequenas escamas sobrepostas que protegem a parte interna, o córtex, responsável pela resistência e elasticidade. Quando a cutícula é danificada, o córtex fica exposto e o fio perde água, brilho e força.

Os principais agressores são:

  • Alisamentos e progressivas: modificam a estrutura interna do fio. Fórmulas com formol, proibidas para essa finalidade, somam riscos à saúde de quem aplica e de quem recebe.
  • Descoloração e tinturas: abrem a cutícula para mudar a cor, e a descoloração em especial deixa o fio mais poroso.
  • Sobreposição de processos: aplicar uma química sobre outra incompatível, ou em intervalos curtos, aumenta muito o risco de o cabelo partir.
  • Chapinha, babyliss e secador muito quente: o calor excessivo e repetido danifica a cutícula e as proteínas do fio.
  • Atrito: escovar com força, desembaraçar o cabelo seco puxando os nós, esfregar com toalha e dormir em fronhas ásperas.

Quando a quebra começa a virar queda

Penteados muito presos, como tranças apertadas, rabos de cavalo puxados, coques firmes, apliques e megahair, podem causar mais do que quebra. A tração constante sobre a raiz pode levar à alopecia por tração, que é queda de verdade, geralmente nas laterais e na linha da testa.

No início, essa alopecia costuma ser reversível quando a tração é interrompida. Se a agressão continua por muito tempo, porém, o folículo pode ser danificado de forma permanente. Por isso, falhas nas têmporas ou na região frontal em quem usa penteados presos merecem avaliação logo.

Cuidados que ajudam a preservar os fios

Algumas medidas simples reduzem bastante a quebra:

  1. Respeitar intervalos entre procedimentos químicos e avisar o profissional sobre tudo o que já foi aplicado no cabelo.
  2. Usar protetor térmico e temperaturas moderadas em secadores e chapinhas, e reduzir a frequência sempre que possível.
  3. Desembaraçar com cuidado, das pontas para a raiz, de preferência com o cabelo úmido e com condicionador.
  4. Secar apertando levemente com a toalha, sem esfregar.
  5. Alternar penteados e evitar prender o cabelo sempre no mesmo ponto e com muita força.

Fio quebrado se cuida na haste; fio que cai se investiga na raiz.

Quando procurar uma avaliação

Se você não sabe se o seu cabelo está caindo ou quebrando, se percebeu falhas nas laterais ou na testa ou se a quantidade de fios na escova aumentou, vale investigar. A avaliação diferencia os dois problemas, procura causas internas quando há queda e orienta os cuidados certos para cada situação.

Para entender o que está acontecendo com os seus fios, agende uma avaliação capilar na BS Medicina Capilar, em Ribeira do Pombal, pelo WhatsApp da clínica.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta: o diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.