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Transplante capilar

Como é a recuperação depois do transplante capilar

Inchaço, crostas, a queda dos fios transplantados e o tempo de crescimento. Saiba o que costuma acontecer em cada fase da recuperação do transplante.

BS Medicina Capilar30 de outubro de 20264 min de leitura
Como é a recuperação depois do transplante capilar

Depois do transplante capilar, a ansiedade costuma mudar de lugar. Antes, a dúvida era se valia a pena operar. Depois, cada mudança no couro cabeludo vira motivo de preocupação: o inchaço, as casquinhas, a queda dos fios que acabaram de ser implantados. Saber o que é esperado em cada fase deixa esse período bem mais tranquilo.

Este texto descreve o que acontece com a maioria das pessoas. As orientações exatas, como lavar, quando voltar a cada atividade e quais cuidados manter, são sempre individualizadas e entregues pela equipe que fez o procedimento. Em caso de diferença, vale o que foi orientado para você.

Os primeiros dias

Logo após a cirurgia, é comum sentir o couro cabeludo sensível, com leve ardência ou repuxamento, principalmente na área doadora. Os pontos onde os enxertos foram colocados formam pequenas crostas, e a pele pode ficar avermelhada.

Entre o segundo e o quarto dia, muitas pessoas notam inchaço na testa e ao redor dos olhos. Ele acontece pela movimentação de líquido usado durante o procedimento e tende a descer e desaparecer sozinho em poucos dias. Dormir com a cabeça mais elevada costuma ajudar.

Nessa fase, os cuidados mais frequentes são:

  • Evitar encostar, coçar ou esfregar a área receptora, onde os enxertos ainda estão se fixando.
  • Seguir à risca a forma de lavagem orientada, geralmente com movimentos suaves e sem jato forte de água.
  • Evitar esforço físico intenso, calor excessivo e exposição direta ao sol.
  • Não usar bonés ou chapéus apertados até a liberação.
  • Usar apenas os medicamentos prescritos, sem acrescentar nada por conta própria.

Da segunda semana ao primeiro mês

As crostas costumam se soltar ao longo da segunda semana, com a lavagem delicada. A vermelhidão vai diminuindo, embora em peles mais claras possa persistir por mais tempo. A área doadora cicatriza e, na técnica FUE, os pequenos pontos de retirada ficam cada vez menos visíveis à medida que o cabelo ao redor cresce.

Algumas pessoas notam pequenas espinhas ou bolinhas no couro cabeludo nessa fase ou um pouco depois. Muitas vezes são foliculites, inflamações leves ao redor dos fios que estão nascendo. Elas devem ser mostradas à equipe, que avalia se há necessidade de algum cuidado específico.

A fase que mais assusta: a queda dos fios transplantados

Entre a segunda semana e os primeiros meses, boa parte dos fios transplantados cai. Isso assusta, mas faz parte do processo. O que foi implantado é a unidade folicular, com a raiz. O fio visível se desprende, e o folículo entra numa fase de repouso antes de produzir um fio novo.

Também pode acontecer o chamado shock loss, uma queda temporária de fios nativos próximos à área operada, provocada pelo estresse do procedimento. Na maioria das vezes esses fios voltam a crescer, mas é importante relatar à equipe qualquer queda que pareça fora do esperado.

Quando o cabelo começa a crescer

Os primeiros fios novos costumam aparecer alguns meses após a cirurgia. No início eles são finos, às vezes ondulados ou com textura diferente, e vão engrossando com o tempo. O crescimento é gradual e acontece em ritmos diferentes em cada pessoa e em cada região da cabeça. A coroa, por exemplo, costuma demorar mais que a região frontal.

Por isso, a avaliação do resultado não é feita nas primeiras semanas nem nos primeiros meses. Em geral, considera-se um prazo em torno de um ano, e às vezes um pouco mais, para ter uma visão mais completa. Fotos periódicas e consultas de acompanhamento ajudam a perceber a evolução, que no espelho do dia a dia parece lenta.

O tratamento clínico continua

O transplante não interrompe a calvície nos fios que já existiam. Por isso, o tratamento clínico indicado antes da cirurgia geralmente continua depois dela, para proteger os fios nativos. Interromper por conta própria pode fazer a área ao redor dos enxertos continuar afinando.

Sinais de alerta e quando procurar uma avaliação

Procure a equipe sem esperar a próxima consulta se notar:

  • Febre.
  • Vermelhidão que aumenta em vez de diminuir, com calor local.
  • Secreção amarelada ou com mau cheiro.
  • Dor que piora com o passar dos dias.
  • Sangramento que não para com compressão leve.

Se você está pensando em fazer transplante, ou já fez e quer acompanhar a recuperação e cuidar dos fios nativos com um plano individualizado, agende uma avaliação capilar na BS Medicina Capilar, em Ribeira do Pombal, pelo WhatsApp da clínica.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta: o diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.