Cabelo na menopausa: o que muda e como cuidar
Fios mais finos, risca mais aberta, textura diferente. Veja por que o cabelo muda na menopausa, como cuidar e quais sinais pedem uma avaliação capilar.
A menopausa traz mudanças no corpo inteiro, e o cabelo não fica de fora. Muitas mulheres percebem que os fios ficaram mais finos, que o volume diminuiu, que a risca parece mais aberta ou que a textura mudou. Isso pode mexer bastante com a autoestima, e não deve ser tratado como algo que simplesmente "faz parte da idade".
Parte dessas mudanças tem relação com os hormônios, mas nem tudo se explica só por eles. Por isso, a investigação continua sendo o ponto de partida.
O que acontece com os hormônios
Durante a vida reprodutiva, o estrogênio ajuda a manter os fios por mais tempo na fase de crescimento. Com a chegada da menopausa, a produção desse hormônio cai. Os androgênios, hormônios considerados masculinos mas presentes também nas mulheres, passam a ter uma influência relativa maior sobre o folículo, a estrutura onde o fio nasce.
Em mulheres com predisposição, esse desequilíbrio favorece a alopecia de padrão feminino, uma forma de alopecia androgenética. Nela, os fios vão afinando progressivamente, num processo chamado miniaturização. Os sinais mais comuns são:
- Risca central mais larga.
- Couro cabeludo mais visível no topo da cabeça.
- Rabo de cavalo mais fino.
- Linha da testa geralmente preservada, ao contrário do que acontece no padrão masculino.
Outras mudanças comuns nos fios
Além da densidade, a menopausa costuma trazer:
- Fios mais secos e ásperos, porque a produção de oleosidade do couro cabeludo diminui.
- Mudança de textura, com cabelos que ficam mais finos, mais crespos ou mais lisos do que antes.
- Aumento dos fios brancos, que tendem a ter estrutura diferente e podem parecer mais rebeldes.
- Maior sensibilidade a agressões, como química e calor, o que favorece a quebra.
Nem tudo é hormônio
Essa fase da vida também coincide com outras condições que podem causar ou piorar a queda, e que precisam ser investigadas:
- Alterações de tireoide, mais frequentes em mulheres nessa faixa de idade.
- Deficiência de ferro e outras carências nutricionais.
- Uso de medicamentos para pressão, colesterol, humor ou outras condições.
- Eflúvio telógeno, uma queda difusa e temporária desencadeada por estresse, doenças, cirurgias ou mudanças bruscas de peso.
Um sinal que merece atenção especial
A alopecia frontal fibrosante é uma condição inflamatória mais frequente em mulheres após a menopausa. Ela faz a linha do cabelo na testa e nas têmporas recuar aos poucos, e muitas vezes vem acompanhada de perda das sobrancelhas. É uma alopecia cicatricial, ou seja, o folículo atingido é substituído por tecido de cicatriz e não volta a produzir fios. Por isso, o diagnóstico precoce é muito importante para tentar frear a progressão.
Se a sua testa parece estar "aumentando" ou as sobrancelhas estão rareando, procure avaliação sem demora.
Como cuidar dos fios nessa fase
O tratamento depende do diagnóstico. Na alopecia de padrão feminino, existem opções tópicas, orais e procedimentos de consultório, que são escolhidos de acordo com o histórico de saúde, os outros medicamentos em uso e as preferências de cada mulher. A reposição hormonal é uma decisão tomada em conjunto com o ginecologista, considerando a saúde de forma ampla, e não deve ser vista como tratamento capilar por si só.
No dia a dia, alguns cuidados ajudam:
- Hidratar os fios com produtos adequados à nova textura e oleosidade.
- Reduzir química e calor, e usar protetor térmico quando necessário.
- Evitar penteados que puxem o cabelo com força.
- Proteger o couro cabeludo do sol, principalmente onde a pele está mais exposta.
- Manter alimentação equilibrada, sem iniciar suplementos por conta própria.
Afinar o cabelo na menopausa é comum, mas comum não quer dizer que não tenha o que fazer.
Quando procurar uma avaliação
Vale buscar avaliação se você notou o volume diminuindo, a risca abrindo, a linha da testa recuando ou queda acima do habitual. Na consulta, a tricoscopia, exame feito com uma lupa digital que amplia os fios e o couro cabeludo, ajuda a identificar o tipo de alopecia, e os exames laboratoriais investigam outras causas que podem estar somando.
Para entender o que está mudando no seu cabelo e montar um plano de cuidado individualizado, agende uma avaliação capilar na BS Medicina Capilar, em Ribeira do Pombal, pelo WhatsApp da clínica.
Conteúdo informativo. Não substitui consulta: o diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.