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Cabelo na menopausa: o que muda e como cuidar

Fios mais finos, risca mais aberta, textura diferente. Veja por que o cabelo muda na menopausa, como cuidar e quais sinais pedem uma avaliação capilar.

BS Medicina Capilar30 de outubro de 20263 min de leitura
Cabelo na menopausa: o que muda e como cuidar

A menopausa traz mudanças no corpo inteiro, e o cabelo não fica de fora. Muitas mulheres percebem que os fios ficaram mais finos, que o volume diminuiu, que a risca parece mais aberta ou que a textura mudou. Isso pode mexer bastante com a autoestima, e não deve ser tratado como algo que simplesmente "faz parte da idade".

Parte dessas mudanças tem relação com os hormônios, mas nem tudo se explica só por eles. Por isso, a investigação continua sendo o ponto de partida.

O que acontece com os hormônios

Durante a vida reprodutiva, o estrogênio ajuda a manter os fios por mais tempo na fase de crescimento. Com a chegada da menopausa, a produção desse hormônio cai. Os androgênios, hormônios considerados masculinos mas presentes também nas mulheres, passam a ter uma influência relativa maior sobre o folículo, a estrutura onde o fio nasce.

Em mulheres com predisposição, esse desequilíbrio favorece a alopecia de padrão feminino, uma forma de alopecia androgenética. Nela, os fios vão afinando progressivamente, num processo chamado miniaturização. Os sinais mais comuns são:

  • Risca central mais larga.
  • Couro cabeludo mais visível no topo da cabeça.
  • Rabo de cavalo mais fino.
  • Linha da testa geralmente preservada, ao contrário do que acontece no padrão masculino.

Outras mudanças comuns nos fios

Além da densidade, a menopausa costuma trazer:

  • Fios mais secos e ásperos, porque a produção de oleosidade do couro cabeludo diminui.
  • Mudança de textura, com cabelos que ficam mais finos, mais crespos ou mais lisos do que antes.
  • Aumento dos fios brancos, que tendem a ter estrutura diferente e podem parecer mais rebeldes.
  • Maior sensibilidade a agressões, como química e calor, o que favorece a quebra.

Nem tudo é hormônio

Essa fase da vida também coincide com outras condições que podem causar ou piorar a queda, e que precisam ser investigadas:

  • Alterações de tireoide, mais frequentes em mulheres nessa faixa de idade.
  • Deficiência de ferro e outras carências nutricionais.
  • Uso de medicamentos para pressão, colesterol, humor ou outras condições.
  • Eflúvio telógeno, uma queda difusa e temporária desencadeada por estresse, doenças, cirurgias ou mudanças bruscas de peso.

Um sinal que merece atenção especial

A alopecia frontal fibrosante é uma condição inflamatória mais frequente em mulheres após a menopausa. Ela faz a linha do cabelo na testa e nas têmporas recuar aos poucos, e muitas vezes vem acompanhada de perda das sobrancelhas. É uma alopecia cicatricial, ou seja, o folículo atingido é substituído por tecido de cicatriz e não volta a produzir fios. Por isso, o diagnóstico precoce é muito importante para tentar frear a progressão.

Se a sua testa parece estar "aumentando" ou as sobrancelhas estão rareando, procure avaliação sem demora.

Como cuidar dos fios nessa fase

O tratamento depende do diagnóstico. Na alopecia de padrão feminino, existem opções tópicas, orais e procedimentos de consultório, que são escolhidos de acordo com o histórico de saúde, os outros medicamentos em uso e as preferências de cada mulher. A reposição hormonal é uma decisão tomada em conjunto com o ginecologista, considerando a saúde de forma ampla, e não deve ser vista como tratamento capilar por si só.

No dia a dia, alguns cuidados ajudam:

  1. Hidratar os fios com produtos adequados à nova textura e oleosidade.
  2. Reduzir química e calor, e usar protetor térmico quando necessário.
  3. Evitar penteados que puxem o cabelo com força.
  4. Proteger o couro cabeludo do sol, principalmente onde a pele está mais exposta.
  5. Manter alimentação equilibrada, sem iniciar suplementos por conta própria.

Afinar o cabelo na menopausa é comum, mas comum não quer dizer que não tenha o que fazer.

Quando procurar uma avaliação

Vale buscar avaliação se você notou o volume diminuindo, a risca abrindo, a linha da testa recuando ou queda acima do habitual. Na consulta, a tricoscopia, exame feito com uma lupa digital que amplia os fios e o couro cabeludo, ajuda a identificar o tipo de alopecia, e os exames laboratoriais investigam outras causas que podem estar somando.

Para entender o que está mudando no seu cabelo e montar um plano de cuidado individualizado, agende uma avaliação capilar na BS Medicina Capilar, em Ribeira do Pombal, pelo WhatsApp da clínica.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta: o diagnóstico e o tratamento dependem de avaliação individual.